quarta-feira, 11 de agosto de 2010

sobre os excluídos.

Um dia desses li um post muito bom no blog da manu e super me identifiquei. Segue um trecho:

"(...) aí fui crescendo e aprendendo a lidar com as coisas. As meninas falavam de baladas, eu falava de livros. Continuava deslocada, mas não me importava tanto assim. Hoje em dia não sou gordinha, uso lentes de contato, as espinhas sumiram, meus dentes são certos e o cabelo é até bacana."
Manu falava da vida de uma criança diferente da maioria, que não chega perto de ser a popular e de ter um grande grupo de amigos super descolados. Super me identifiquei porque eu fui assim e não por um curto período, mas até nada menos que o 1º ano do Ensino Médio.

Sempre fui magrela e só agora estou usando aparelho, isso me lembra que meus dentes da frente eram grandes e pra fora na infância, mas eu sinceramente não me importava com isso já que tinha meu corpo estranho e os apelidos pejorativos pra me incomodar. Não, nunca me peça pra ver fotos minhas quando criança, até porque nem tenho muitas e as que tenho não salvam.

Cresci (até demais. :roll:) e aos poucos fui mudando de personalidade, me tornando mais extrovertida, sarcástica e bem humorada. Hoje, ao me conhecer, as pessoas ou gostam de mim ou me odeiam, mas nem me importo. Não escolhi uma profissão 'da moda' como muitos dos que conheço. Direito, Medicina, Engenharia? Naaaada.. Ciência da Computação. Pois agora sou eu, uma moça e uns 40 homens muito mais nerds que eu encarando coisas nerds.

Se gosto do que estudo, se sou feliz, se deixei de ser excluída? Bem, tem muita gente realmente fanática por informática na minha turma e eu sou totalmente noob, não assisto anime, não jogo video-game e não prefiro o linux (né, Heitor?). Lá não tem quem goste de ler tanto quanto eu, ou as mesmas coisas que eu. Na verdade, pessoas que gostam de números, não gostam de palavras. Eu gosto dos dois. Pessoas que lidam com computadores, nem sempre sabe lidar com gente e eu já me ferrei tentando lidar com gente de lá. Adoro que minha turma tenha poucas mulheres, não pela concorrência, mas porque é dificil achar uma mulher que eu tenha paciência de aturar.

Mas é isso, hoje essas bobeiras não me afetam tanto exceto quando ficam me perguntando toda semana como foi o meu final de semana. Ai, que coisa! O que vocês esperam que eu tenha feito? Com certeza nada de emocionante, então não me julgue se perceber que eu nunca vou pra baladas, barzinhos, boates.

Quem sabe um dia.

1 Comentários:

Poly disse...

De uma coisa vc pode ter certeza...vc aprendeu a ir atrás do que quer...sempre trabalhando e respeitando as pessoas ;)